terça-feira, 15 de março de 2011

Novo incêndio atinge usina nuclear danificada por terremoto no Japão


15/03/2011 18h55 - Atualizado em 15/03/2011 20h03


Fogo ocorre no reator 4 da planta de Fukushima Daiichi, no nordeste.
Autoridades temem acidente mais grave com vazamento radioativo.

Um novo incêndio atingiu na manhã desta quarta-feira (16), pelo horário local, o reator 4 da usina de Fukushima Daiichi, no nordeste do Japão.O fogo começou às 5h45 locais (17h45 de terça-feira no Brasil), segundo um porta-voz da Tokyo Electric Power Co (TEPCO), empresa que administra a usina.
Fumaça foi avistada saindo da edificação por um dos funcionários que trabalham para evitar um desastre maior na usina.
Bombeiros estão tentando controlar as chamas.
Na véspera, uma explosão de hidrogênio provocou um incêndio no mesmo reator, danificando o teto do prédio que o abriga.
A instalação nuclear, na província japonesa de Fukushima, foi bastante afetada pelo terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami que devastou regiões costeiras japonesas no dia 11.O Exército dos EUA, que colabora com as autoridades japonesas, controlou as chamas.
O tremor e o maremoto danificaram as funções de refrigeração da usina, forçando a TEPCO a usar água do mar para baixar a temperatura dos reatores e liberar o ar radioativo para a atmosfera a fim de reduzir a pressão causada pelo calor.
mapa terremoto cidades afetadas (Foto: Arte G1)mapa terremoto cidades afetadas (Foto: Arte G1)
O reator 4 estava em manutenção no momento do terremoto. Os reatores 1, 2 e 3 também foram afetados. No total, a usina tem seis reatores.
A usina fica a 240 km da capital do Japão, Tóquio, onde há temor de contaminaçãoradioativa.
Em meio à tensão causada pela crise nuclear, o país continua os trabalhos de resgate nas regiões costeiras devastadas.
O número de mortos oficial passa de 3.300, mas as autoridades estimam que ele possa passar de 10 mil.
O país também enfrenta cortes programados de energia, por conta do desligamento de usinas nucleares.
O objetivo, segundo o governo, é impedir blecautes maiores.
Também há problemas de desabastecimento de provisões, combustível  e nos transportes públicos.

VALE ESTE MAGNITUDE REVISADO - Entenda o terremoto no Japão (Foto: Arte/G1)VALE ESTE MAGNITUDE REVISADO - Entenda o terremoto no Japão (Foto: Arte/G1)
Fonte: http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/03/novo-incendio-atinge-usina-abalada-por-terremoto-no-japao.html, acesso em 15/03/2011.

terça-feira, 8 de março de 2011

Tropas de Kadhafi intensificam ataques contra rebeldes


dição do dia 08/03/2011
08/03/2011 21h35 - Atualizado em 08/03/2011 21h35

Os rebeldes afirmam que as tropas leais ao ditador estão massacrando civis. A secretária de Estado dos EUA pediu apoio para a criação da zona de exclusão aérea na Líbia.

Na Líbia, tropas do ditador Muammar Kadhafi intensificaram os ataques às cidades que estão sob controle dos rebeldes.
Contra os caças de Kadhafi, baterias antiaéreas improvisadas, não há sistema de pontaria. Os rebeldes miram para o céu e disparam.
As forças leais ao ditador atacaram a cidade portuária de Ras Lanuf, que fica a 640 quilômetros da capital Trípoli. Não é possível ter certeza sobre o número exato de vítimas.
A TV estatal líbia disse que a cidade de Bin Jawad foi retomada pelas forças leais ao ditador. Segundo os jornalistas que estão na Líbia, os combates em Zawyia, que fica a apenas 50 quilômetros de Trípoli, são os mais ferozes.
Rebeldes dizem que as forças de Kadhafi estão massacrando os civis, matando até mulheres e crianças que tentam fugir. Os rebeldes anunciaram ter recusado um suposto acordo oferecido por Kadhafi.
Segundo eles, o ditador deixaria o poder e, em troca, não seria julgado por crimes contra a humanidade. Mas integrantes do governo negaram o acordo. A cada nova batalha, Kadhafi faz questão de repetir: não pensa em deixar o poder.
Nesta terça, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu apoio internacional para a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia, o que na prática significaria um ataque militar às defesas aéreas de Kadhafi e também aos caças do ditador, que estão bombardeando os rebeldes.
Mas a Grã-Bretanha e a França, junto com os americanos, já deixaram claro: qualquer ideia de atacar a Líbia terá que ser aprovada antes pelo Conselho de Segurança da ONU.

 

Estudo revela que igualdade de direitos pode combater a fome


Edição do dia 08/03/2011
08/03/2011 21h40 - Atualizado em 08/03/2011 21h40


As mulheres do campo ganham menos que os homens e suas áreas de cultivo são menores. Além disso, elas não tem o mesmo acesso a tecnologia como os homens.


No centenário da comemoração do Dia Internacional da Mulher, um estudo divulgado pelas Nações Unidas mostra que a igualdade de direitos pode ajudar a combater a fome em todo o planeta.
No trabalho rude da terra, as mulheres ainda são discriminadas, rejeitadas, esquecidas. As camponesas somam 43% da força rural nos países em desenvolvimento. Na América Latina, 20%.
Mas a elas não são oferecidas as mesmas chances que são dadas aos homens. Segundo o relatório da FAO, as mulheres no campo não são só mais mal pagas do que os homens, mas também são aproveitadas em trabalhos temporários, as suas áreas de cultivo são menores e elas têm muito menos acesso aos insumos do que eles.
Se as mulheres obtivessem os mesmo direitos à tecnologia, aos produtos agrícolas, aos serviços financeiros, à educação e aos mercados, a produção de alimentos aumentaria em 30%.
O embaixador do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação, Antonino Porto, revela o que isso significaria.
"Se se resolverem as desigualdades, num passe de mágica, de uma hora para outra, entre homens e mulheres, você pode reduzir de 15% a 17% o número de famintos no mundo", afirmou Antonino Porto.
Num planeta em que quase um bilhão de pessoas passam fome, isso representaria 150 milhões de pessoas.
O diretor geral da FAO, Jacques Diouf, declarou que promover a igualdade no campo não é apenas um ideal nobre, mas crucial para o desenvolvimento agrícola e a segurança alimentar mundial.


 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Dilma festeja PIB, mas diz que vai focar no controle da inflação


Segundo a presidente taxa de 7,5% não deve se repetir no ano que vem.


A presidente Dilma Rousseff festejou o crescimento de 7,5% no PIB, mas destacou que o controle da inflação é a meta prioritária do governo. A presidente ressaltou a importância dos investimentos para permitir um crescimento sem pressões inflacionárias.











quarta-feira, 2 de março de 2011

ONU faz apelo por evacuação em massa da Líbia


02/03/2011 06h10 - Atualizado em 02/03/2011 07h40

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, diz que milhares de vidas estão em risco; Líbia foi suspensa do Conselho de Segurança.

A ONU fez um apelo por uma retirada em massa de pessoas que estão tentando cruzar a fronteira entre a Líbia e a Tunísia, alegando que a situação na região atingiu "um ponto crítico".
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, disse que milhares de vidas estão em risco.
A Tunísia já teria recebido 75 mil pessoas vindas da Líbia desde o início da crise no país vizinho, e outras 40 mil pessoas ainda estariam esperando para atravessar a fronteira.
Estrangeiros
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados e a Organização Internacional para a Migração pediram que os governos realizem "uma evacuação em massa de dezenas de milhares de egípcios e outros cidadãos estrangeiros" e forneçam "um grande apoio financeiro e logístico, incluindo aviões, barcos e pessoal especializado".

Trabalhadores vietnamitas, indianos, turcos, tunisianos, chineses e tailandeses fazem parte do grupo preso na fronteira entre a Líbia e a Tunísia, muitos deles em um completo estado de exaustão.
Na terça-feira, guardas tunisianos tiveram de atirar para o alto em uma tentativa de controlar a multidão.
"Precisamos de ações concretas para providenciar assistência humanitária e médica. O tempo é precioso. Milhares de vidas estão em risco", disse Ban Ki-moon.
Conselho de Segurança

Os membros da assembleia aprovaram a medida por consenso em uma resolução que acusa o regime do líder líbio Muammar Kadhafi de estar cometendo violações "sistemáticas" dos direitos humanos ao reprimir oposicionistas.
O secretário-geral da ONU disse que a decisão envia uma mensagem "forte e importante" e com "grandes consequências para a região (do Oriente Médio)".
Segundo ele, com a decisão, a ONU está indicando que "não há impunidade, que aqueles que cometem crimes contra a humanidade serão punidos, que os princípios fundamentais da justiça e da responsabilidades pelos seus próprios atos deve prevalecer".
A correspondente da BBC na ONU Barbara Plett, disse que a resolução sela o isolamento da Líbia na comunidade internacional, já que a Líbia foi suspensa do Conselho com o apoio de todos os outros Estados-membros da ONU.
Pressão
Governos ocidentais vêm aumentando a pressão para que Kadhafi, no poder desde 1969, abandone o governo.

O Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos e a União Europeia já anunciaram sanções contra o regime de Khadafi, incluindo o congelamento de bens e embargo à venda de armas.
O comando militar americano anunciou que está deslocando forças navais e aéreas aos arredores da Líbia para, segundo o Pentágono, "proporcionar opções e flexibilidade".
Calcula-se que mais de mil pessoas tenham morridos desde o início dos protestos contra o regime de Khadafi, em 20 de fevereiro.
Oposicionistas já dominam boa parte do leste do país, incluindo cidades importantes como Benghazi, a segunda mais populosa da Líbia.
Entrevista
O líder líbio Muamar Khadafi disse em entrevista à BBC que é amado por seu povo e negou que existam protestos em Trípoli. A entrevista - concedida aos repórteres Jeremy Bowen, da BBC, e Cristiane Amanpour, da ABC, e ao jornal "Sunday Times" - foi a primeira do líder líbio à imprensa ocidental desde que começou a crise.

Khadafi, que está há 41 anos no poder, está sob intensa pressão de opositores, que controlam várias cidades do leste do país.
Testemunhas afirmaram que forças pró-Kadhafi tentaram retomar o controle das cidades de Zawiyah, Misrata e Nalut, no oeste do país, mas foram repelidas por rebeldes - ajudados por forças dissidentes de unidades do Exército líbio.
Rebeldes afirmam que mataram oito milicianos pró-Kadhafi, mas que não houve qualquer baixa entre os opositores. O governo não se pronuncia sobre número de mortos ou feridos.
Em Zawiyah, moradores e manifestantes temem que o governo ordene ataques aéreos. Em Gasr bin Ghashir, um distrito de Trípoli, um grupo de cem homens gritava slogans pro Kadhafi, carregando imagens do coronel.
"Estamos prontos para sacrificar nossas almas e nosso sangue por nosso líder", diziam eles. A manifestação ocorreu perto de uma instalação criada pelo governo para que a imprensa visse um comboio médico partir para Benghazi. Havia 18 caminhões que estariam partindo para entregar comida, cobertores e medicamentos.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Kadhafi diz que Líbia está 'calma' e ignora Conselho de Segurança


27/02/2011 16h47 - Atualizado em 27/02/2011 18h46


Líder chamou Al-Qaeda de 'bando de terroristas' que faz vítimas no país.
'O povo líbio me apoia', disse em entrevista a canal de TV sérvio.

O líder líbio, Muammar Kadhafi, afirmou neste domingo (27) que a Líbia está "completamente calma", e que as decisões do Conselho de Segurança da ONU sobre o país "não tem valor", em entrevista por telefone ao canal sérvio Pink TV.
A Líbia está "completamente calma e não há distúrbios no país", garantiu Khadafi. Ele disse ainda que a decisão do Conselho de Segurança da ONU no sábado de impor sanções a viagens e ativos dele e de aliados próximos é inválida e vazia.
Um tanque do exército líbio tripulados por soldados de oposição ao líder Muammar Kadhafi é cercado por manifestantes na cidade de Zawiyah (Foto: Ahmed Jadallah/Reuters)Um tanque do exército líbio tripulados por soldados de oposição ao líder Muammar Kadhafi é cercado por manifestantes na cidade de Zawiyah (Foto: Ahmed Jadallah/Reuters)
"A ONU não tem o direito de se intrometer nos assuntos internos de outros países, a menos que o país esteja sendo atacado por outro", disse Gaddafi à emissora de TV com sede em Belgrado.
A emissora disse que Kadhafi falou de seu gabinete em Trípoli, capital da Líbia.
Na mesma entrevista, Kadhafi responsabilizou a rede Al-Qaeda pelos "bandos de terroristas" que fazem vítimas no território líbio. "O povo da Líbia me apoia. Pequenos grupos de rebeldes estão cercados", disse ele. "O exército e a polícia abriram fogo contra essas pessoas, esses bandos, mas apenas algumas pessoas foram mortas", acrescentou.Kadhafi acusou o Conselho de "tomar decisões com base em notícias na imprensa" e disse que a ONU deveria investigar a situação na Líbia.
Ele negou que exista qualquer conflito no momento, dizendo que "atualmente não há incidentes, a Líbia está absolutamente em paz". O líder líbio repetiu que não deixará o país. "Estou aqui, não vou sair", afirmou.
Bens da família 
Seif al Islam, um dos filhos do ditador Muammar Kadhafi afirmou neste domingo em entrevista televisionada que sua família é "muito modesta" e não tem dinheiro no exterior.

"Não temos dinheiro no exterior. Somos uma família muito modesta e todo mundo sabe disso", declarou Seif al Islam ao programa de televisão "This Week" da emissora americana ABC, segundo trechos da entrevista realizada em Trípoli.
"Achamos engraçado que estejam dizendo que temos dinheiro na Europa ou na Suíça. É brincadeira", completou aquele que foi considerado por longo tempo o sucessor do coronel Kadhafi.
Também decidiram impôr à Líbia embargo à venda de armas e uma proibição a 16 pessoas, entre elas o próprio Kadhafi e seus filhos, de viajar ao território dos Estados-membros.Decisão do Conselho de Segurança da ONU
O Conselho de Segurança da ONU aprovou neste sábado (26) por unanimidade uma resolução que prevê severas sanções ao coronel Kadhafi, à sua família e aos integrantes do regime. Os Estados Unidos decidiram congelar os bens financeiros do coronel, de quatro de seus filhos e de um membro do regime.

Neste domingo, forças armadas de oposição assumiram o controle da cidade de Zawiyah,localizada a cerca de 50 km da capital da Líbia, Trípoli, segundo as agências internacionas. Com cerca de 200 mil habitantes, a cidade é uma das mais próximas da capital, onde estão concentradas as forças leais ao ditador Kadhafi.
Conflitos
Centenas de pessoas morreram por conta dos conflitos na Líbia. De acordo com informações da Federação Internacional para os Direitos Humanos (FIDH) na última quarta-feira (23), pelo menos 640 pessoas já morreram na Líbia desde 14 de fevereiro. O número representa mais que o dobro do balanço oficial do governo da Líbia, divulgado na véspera, de 300 mortos.

Para a principal autoridade francesa de Direitos Humanos, no entanto, o número pode ser bem maior. Estima-se que até 2 mil pessoas possam ter morrido na revolta popular contra o ditador da Líbia.

Google classroom

Olá, Queridos alunos, espero que estejam bem. Durante o período do isolamento utilizaremos o  aplicativo Aula Paraná e  Google Cl...